Adeus, marketing
Tomando a alegria de volta
Estive doente nesse começo de ano. Agora estou bem, após as crises de enxaqueca que vieram com força — o que no final foi positivo, pois me levou a buscar ajuda com uma neurologista muito ética com bastante experiência. Estou com esperanças de que o tratamento me dê um cotidiano mais previsível e feliz.
Não foi uma busca muito fácil. Quem tem plano de saúde sabe que doenças como a enxaqueca, sistêmicas e sem cura, não contam com uma ofensiva tão eficaz entre os credenciados. Eu queria fugir do Topiramato, que (segundo dizem) afeta a cognição e deixa o sujeito meio lento, tateando mentalmente à procura de palavras óbvias. Como a menopausa já está causando esse efeito, preferi preservar meu dicionário interior de escritora e banir de vista essa possibilidade.
Foto de Joshua Hoehne na Unsplash
Então, antes de encontrar minha médica atual, fui olhar o Instagram, só para confirmar uma constatação desagradável que tive há alguns anos: muitos profissionais de saúde mantêm ali um comportamento típico de influenciadores. Costumam aparecer com um número imenso de seguidores (até aí, tudo bem) e cobram absurdos, terceirizam boa parte das consultas para suas equipes e receitam medicamentos de sua própria marca. A sensação que deixam é de que se esforçaram sobretudo para maximizar seus ganhos. Por isso, tenho para mim hoje que seguidor demais em profissões de cuidado é um item red flag: não indica boa coisa, não (e que me desculpem as exceções que existem em toda regra).
Faz tempo que o Instagram tem privilegiado aqueles que não só vivem do aplicativo, mas vivem NO aplicativo. Sem perceber, acabei entrando nessa — e foi assim que, para este ano, decidi ativar o modo redirecionamento de esforços…



